Rancho Folclórico Maria da Fonte

Do alto de suas seis décadas de existência, o Rancho Folclórico Maria da Fonte constitui um autêntico porta-estandarte da Casa do Minho e das tradições minhotas em terras do Brasil e, muitas vezes, além-fronteiras, divulgando e perpetuando a cultura minhota.

Para além da exibição dos trajes e das danças e cantares da nossa região, o Rancho Maria da Fonte reconstitui, habitualmente, interessantes quadros etnográficos como a Desfolhada do milho, as Vindimas e a Espadelada do linho – espetáculos bastante concorridos pela comunidade minhota do Rio de Janeiro.

A origem

Antônio Pedreira, natural de Valença, era um vascaíno doente e assistia a todos os jogos do Vasco em São Januário. Após o jogo, jantava com as filhas e alguns amigos em seu restaurante situado na Praça da Bandeira. Era proprietário, também, de uma loja de artigos elétricos na Rua Frei Caneca onde também trabalhavam suas duas filhas solteiras, Elza e Nilza. A Olívia, sua terceira filha, era casada e ajudava seu marido em um pequeno negócio na zona norte do Rio. Não frequentava a Casa do Minho.

O Sr. Antonio pensou em organizar um grupo de danças portuguesas e, ao divulgar a ideia, os candidatos a dançarinos, moças e rapazes, foram aparecendo. As filhas Elza e Nilza, com a colaboração de Suely, vizinha da Casa do Minho, na Rua Conselheiro Josino, confeccionaram os trajes para as moças e também o estandarte para o grupo.

Após algumas semanas de ensaio, aconteceu a primeira apresentação do grupo, em 18 de dezembro de 1954, durante as festividades em homenagem ao Conselho de Valença. Nasceu, então, neste dia, o grupo de danças criado pelo sr. Antônio Pereira.

O sucesso foi enorme e repercutiu até na imprensa. Por sugestão da Sra. Odete, esposa do então tesoureiro e grande benemérito Alberto Gonçalves Igreja, foi o grupo batizado com o nome de Maria da Fonte, em homenagem à heroína minhota. Embora de relativo agrado, o Maria da Fonte não representava fielmente o Minho, nem nas músicas nem nas danças, pois se limitava a imitar as marchas de Lisboa.

A cultura fortalecida

Em 1960, o Sr. Domingos da Costa e Silva viajou a Portugal e, em Viana do Castelo, encomendou os fatos genuínos da região para as moças. Para os rapazes foram confeccionados os trajes seguindo o modelo dos grupos folclóricos da região de Viana. Foi um novo sucesso a apresentação dos trajes exibidos pelo Maria da Fonte. Mas ainda faltava alguma coisa.

Foi quando compareceram à Casa do Minho, Benjamim Pires e sua esposa Fernanda Enes Salgueiro, oriundos de Carreço e participantes do grupo Folclórico daquela freguesia de Viana do Castelo. A partir de então, sob a orientação do casal, o Rancho Maria da Fonte evoluiu e não parou mais de crescer.

A fama do Rancho espalhou-se por todo o território brasileiro e transpôs fronteiras, levando o grupo por três vezes a Portugal para mostrar o que os emigrantes plantaram nesta terra brasileira. Foi recebido por autoridades brasileiras e portuguesas e já representou Portugal em diversas solenidades.

Este Rancho era composto em quase sua totalidade por portugueses. Mas, curiosamente, havia um casal em que o homem, Sr. Odir, era português, mas a mulher, Dona Josefina, era espanhola. Hoje, é composto por portugueses e brasileiros, filhos de portugueses, e já gravaram três discos com músicas do seu repertório, mantendo a cultura daquela linda região mais viva do que nunca.

Atualmente, os trajes, danças e cantares do rancho são exclusivamente da região do Minho. O Rancho Folclórico Maria da Fonte da Casa do Minho é o mais fiel representante do folclore minhoto no Brasil.

CDs do Rancho Folclórico Maria da Fonte à venda na secretaria do clube por apenas R$ 20,00 cada.

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