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24 de fevereiro de 2021
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Casa do Minho comemora 97 anos de existência – O Minho se prepara para celebrar o seu centenário!

A Casa do Minho do Rio de Janeiro celebra hoje 97 anos de existência ao serviço da comunidade minhota radicada no Brasil.

A industrialização verificada a partir da segunda metade do século XIX, as sucessivas crises económicas e sociais e a instabilidade política provocaram um enorme êxodo das populações rurais da nossa região sobretudo para Lisboa e ainda uma forte emigração para o Brasil.

Milhares de portugueses, sobretudo da região de Entre-o-Douro-e-Minho, embarcaram clandestinamente nos porões dos navios com destino ao porto de Santos. Daí seguiram para São Paulo, Rio de Janeiro e outras paragens onde se empregaram sobretudo na indústria e comércio de panificação e na construção civil. Em Ribeirão Preto, foram eles que, na maior parte das vezes, edificaram os alojamentos e armazéns das roças de café que receberam os imigrantes italianos, mormente os sicilianos, fugidos à extrema miséria em que o seu país então se encontrava

Apesar da língua comum, a integração nem sempre foi fácil e muitos casos houve que muitos emigrantes, incapazes de ultrapassar as dificuldades e caindo em situação de desgraça, socorreram-se dos seus compatriotas para poderem regressar ao seu país.

Foi neste contexto social que, em 8 de Março de 1924, foi constituída no Rio de Janeiro a Casa do Minho. À semelhança do que sucedia em Portugal, o regionalismo traduzido na formação de “casas regionais” dava os primeiros passos em resultado da formação de colónias de indivíduos oriundos da mesma região, partilhando uma maneira própria de estar e sentindo a necessidade de reconstituírem os laços de amizade e convívio, interrompidos pela separação em relação às suas origens.

Porém, a distância em relação ao Minho é para o minhoto que vive no Brasil sentida de forma mais dolorosa e, como tal, necessita de reviver mais intensamente a sua infância, tal é a saudade que sente pela sua terra. De resto, trata-se de um sentimento que é comum a todo o emigrante que, para seu maior sofrimento, quando tem a oportunidade de regressar ainda que temporariamente à sua pequena aldeia, já não a encontra tal como a deixou, experimentando uma paragem no tempo.

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