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“Comer lampreia é pecado?”: a questão que deixou vários padres perplexos

Saborear lampreia pode garantir a ida direta para o inferno na religião Católica. Pelo menos é isso que está escrito no capítulo 11 do Levítico, um dos vários livros que constituem a Bíblia Sagrada.

Os versículos 9 a 12 deixam bem clara esta proibição. “De todos animais aquáticos, podereis comer os que têm barbatanas e escamas, e vivem na água dos mares e rios. Mas todo aquele que não tem barbatanas e escamas e viva nos mares ou rios, todos os animais pequenos que povoam as águas e todos os seres vivos que nelas se encontram, considera-los-eis imundos. Eles são imundos; por isso, não comais a sua carne e considerai imundo o seu cadáver. Todo o ser aquático que não tem barbatanas e escamas será imundo para vós.

Ora, a lampreia é praticamente desprovida de barbatanas e não tem escamas. Perante este cenário, a Rádio Vale do Minho questionou vários sacerdotes do distrito que se mostraram perplexos com a questão. Escusando-se todos a gravar declarações, foram vários os que defenderam que “como muitos textos na Bíblia, este está em sentido figurado”. Já outros, visivelmente apanhados de surpresa, apontaram que, “o texto deve ser estudado tendo em conta à época que foi escrito”.

De facto, o Levítico faz parte do Antigo Testamento da Bíblia Sagrada. Há quem defenda que foi um livro escrito por Moisés. Mas pistas internas sugerem que o livro foi escrito muito mais tarde na história de Israel e ficou completo no final do Reino de Judá, no fim do século VII a.C. Os estudiosos são praticamente unânimes ao afirmar que o livro levou um período longo de tempo para desenvolver-se e, embora ele contenha material de considerável antiguidade, o Levítico atingiu o seu formato atual durante o período persa (538–332 a.C.).

Fonte: https://www.portugaldenorteasul.pt